Atores e História

Projeto idealizado pelo museólogo e guia de turismo André Andion Ângulo e materializado em parceria com o arquiteto restaurador Adolfo Ibanez. Desta parceria estratégica nasceu esta proposta aprovada pelo Matchfunding com o apoio inestimável da LIGUIA – Liga Independente de Guias de Turismo do Rio de Janeiro e o Polo Novo Rio Antigo. O projeto pretende ser a primeira fase da criação de um endownment para a preservação da escadaria como patrimônio carioca e universal.

Adolfo B. Ibañez Vila

Arquiteto pela Escola de Arquitetura de Valencia (2007) e Mestre em Restauração pela Fundação UPC (2007-09) e Teoria e História da Arquitetura pela Escola de Arquitetura de Barcelona.(2010-11). Estudou um ano acadêmico Erasmus no Instituto de Architettura di Venezia (2004-05).

Dedica-se a pesquisa na área da Fotogrametria Digital em 2D e 3D, tendo trabalhado em vários projetos de restauração em Barcelona, Valência e no Rio de Janeiro. Projetos como a Restauração do Convento de São Boaventura do Macacu no Comperj em Itaboraí, Restauração das Fachadas do Prédio do Antigo Banco Boavista, Prédio da Superintendência do IPHAN no Rio de Janeiro e Monumento ao Cristo Redentor na Montanha do Corcovado na Floresta Nacional da Tijuca.

Na área de divulgação pesquisa tem promovido e realizado palestras, simpósios e aulas nas Universidades Federais do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ ou UFF) assim como nas instituições de proteção do Patrimônio histórico como IPHAN, INEPAC ou IRPH.

Dora Alcântara

Dora Alcântara

Dora Monteiro e Silva Alcântara, ou melhor, Dora Alcântara. É arquiteta formada pela Faculdade Nacional de Arquitetura que é a atual FAU da UFRJ. Começou como professora assistente ainda nos anos 60, onde tempos depois ocuparia o cargo de Professora Titular Livre Docente, lecionando tanto para os cursos de Arquitetura e Urbanismo como também para o curso de Artes. Também foi professoras de outras instituições como a Santa Úrsula e a Universidade Federal Fluminense.

Pesquisou e publicou muito sobre a azulejaria paraense, em diferentes projetos de restauração, como o caso do edifício sede da Caixa Econômica em São Luís como também da fortaleza de S. José, em Macapá. Foi Coordenadora Geral de Preservação do IPHAN e participou do processo de reconhecimento da cidade de S. Luís como Patrimônio da Humanidade junto a UNESCO.

Reconhecida tanto dentro quanto fora do Brasil, publicou seu importante livro sobre a azulejaria portuguesa em São Luís do Maranhão além de diversos artigos e incontáveis participações em seminários em diferentes partes do mundo. Dora Alcântara é a maior referência nos estudos sobre azulejaria no Brasil.

Eliana Ursine da Cunha Mello

Eliana é doutoranda no Programa de Arquitetura e Urbanismo da UFBA focando na área de Conservação e Restauração, na linha de pesquisa Ciência e Tecnologia de Conservação e Restauração. É coordenadora do Projeto SOS Azulejo Brasil e pesquisadora colaboradora do NTPR (Núcleo de Tecnologia de Preservação e Restauração).

Seu mestrado, realizado na Escola de Belas Artes da UFMG teve como foco a Preservação do Patrimônio Cultural, lançando um olhar sobre a construção do patrimônio contemporâneo azulejar brasileiro. É investigadora colaboradora da Rede de Investigação Az – Azulejos, ligada à ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Portugal. Atuou como conservadora e restauradora em diferentes trabalhos, inclusive na transposição dos painéis de azulejo da descoberta do Brasil ao ciclo do Café, da artista Yara Tupinambá.

Luciano Campos Tardock

Luciano é formado em História pela Universidade Salgado de Oliveira, Especialista em História Moderna pela Universidade Federal Fluminense e Mestre em História Social e Política do Brasil.

Desde 2012 trabalha com história e patrimônio histórico dando visibilidade para os mesmos na região onde vive, no município de São Gonçalo, tendo participado de diferentes atividades envolvendo essas temáticas como os debates em prol da Fazenda Colubandê.

Escreveu para sites e jornais sempre destacando a importância da história como elemento formador da cidadania. Atuou ainda com arqueologia e na escrita de jogos de teor histórico. No trabalho da Escadaria Selarón fez a parte de fotografia dos azulejos.

Mayara Baptista Silveira

Mayara é graduada em Museologia pela Unirio e graduanda em Arquivologia, pela mesma instituição. Sua principal área de interesse durante a graduação foi a Conservação Preventiva de acervos museológicos e dos espaços de guarda e exposição, participando de projetos de pesquisa e estagiando, com foco na  documentação museológica e na manutenção de acervos para exposições permanentes e temporárias, em instituições.

Liguia

A Liguia foi fundada em 30 de janeiro de 2018, é uma liga independente de guias de turismo que vem aparecendo cada vez mais como uma liderança em seu segmento profissional em todo o país.

A Liguia se destaca pelos serviços prestados e na luta dos direitos dos guias turísticos. Um fato importante a ser destacado é que o estado do Rio de Janeiro possui o maior número de guias com o CADASTUR, destacando a forte característica turística da cidade.

Para maiores informações sobre a Liguia, consultar o site da liga em: www.liguia.com.br.

Edital Matchfunding BNDES +

O projeto Escadaria Selarón: Pedaços do Mundo foi selecionado pelo Matchfunding de cultura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) onde para cada 1 real doado, o banco doaria outros 2 reais para ser investido no projeto.

O projeto teve 449 benfeitores e alcançou mais de 148 mil reais, ainda sem o investimento do banco. Esse valor será destinado para o inventário, digitalização e catalogação de todos esses azulejos dentro de um site para consultas, seja para admiradores como também para pesquisadores de todo o mundo.

Sucesso na Arrecadação

A arrecadação do financiamento foi um sucesso, alcançando 449 benfeitores e um valor superior a 148 mil reais, ainda não acrescido o valor do BNDES.

Esses dados são importantes para destacar como a população percebe a importância da Escadaria Selarón, que é um dos patrimônios culturais mais visitados no Rio de Janeiro, só ficando atrás do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar.